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Fev 09
publicado por hoogavermelho, às 13:58link do post | comentar

 

Miguel Sousa Tavares (MST), na sua habitual participação em “A Bola” de 17-02-2009, continua naturalmente com os seus useiros e vezeiros dislates, no contínuo exercitar da ética portista da lei das compensações, com as suas extravagantes e ridículas ficções de imaginário conteúdo e figuração com que atesta a dita ética.
Já praticamente ninguém perde tempo com a leitura de tais escritos, uma cansativa retórica do inverosímil!
E se, de vez em quando, uma das suas frases desperta um pouco de atenção, tal não se deve à importância intrínseca do conteúdo mas à confirmação de uma certa tendência endémica para a confusão, em especial, no domínio histórico da realidade.
 
Desta vez, MST lembrou-se de sentenciar que:
«curiosamente só se queixaram da nomeação depois e não antes do jogo. Antes do jogo não lhes ocorreu estranhar…»
 
 
Joaquim Vieira, em Novembro de 2006, comentando uns escritos de MST no Expresso, intitulava os seus comentários de «memórias confusas».
E tinha toda a razão!
De facto, escrevia MST:
«A primeira vez que fui aos Estados Unidos foi em 1976, o ano do Bicentennial, estava o país inteiro eufórico com os seus duzentos anos de independência»
Mais à frente, acrescentava:
«E cheguei a tempo de assistir na televisão aos impiedosos interrogatórios da comissão parlamentar de inquérito ao Watergate - autêntica lição prática do que é o sistema de balança de poderes e que culminaria, meses mais tarde, com a renúncia do pantomineiro Richard Nixon»
 
Há mais memória confusa relatada por Joaquim Vieira, mas esta chega para comprovar as cambalhotas históricas – e não só – de MST.
 
Richard Nixon resignou devido ao caso “Watergate”, é verdade!
Mas renunciou em 1974 não em 1976!!!
 
Também quanto à frase da sua crónica em “A Bola”, que destacámos, MST tem a memória histórica muito confusa. Basta citar-lhe o que veio publicado na imprensa, em 2005:
«Se é benfiquista, como dizem, que se recuse a apitar mais jogos do Benfica».
 
Esta frase foi dita por Luís Filipe Vieira, em 2005, depois de o Benfica ter sido escandalosamente roubado por Pedro Proença, em Penafiel.
E já tinha havido muito mais casos anteriores (Benfica-Boavista, época 2001/2002, Benfica-Sporting, época 2003/2004, Beira-Mar - Benfica, época de 2004/2005), e continuou a haver sempre que Pedro Proença apitou um jogo do Benfica.
 
Não foi à toa que muitos cronistas Benfiquistas e outros Benfiquistas, anónimos ou não, escreveram preocupados de diversas maneiras, antes do jogo, que o FCP contava com um grande trunfo: Pedro Proença!
E contava!
 
Os dirigentes do Benfica, com o seu treinador à cabeça, não costumam comentar as arbitragens antes dos jogos. Em dignidade, distinguem-se a léguas, não pressionam os árbitros, como o faz, reincidentemente, Jesualdo Ferreira!  
 
Pedro Proença pode ter ajudado, e muito, a dar de mão beijada mais um campeonato ao clube – e seu presidente – condenados por tentativa de corrupção desportiva, ou seja, ao clube – e seu presidente – condenados por terem tentado fazer batotice com a verdade desportiva.
 
Um clube levado ao colo em todos os jogos, com penalties sucessivos que só existem no imaginário reverencial e ávido de fruta da maioria dos árbitros portugueses, golos em fora de jogo ou às cavalitas dos adversários, penalties inventados, um ror de benefícios sistemáticos.
Só num jogo se pode dizer que o FCP não foi beneficiado, quiçá foi prejudicado: O FCP-Trofense.
E foi prejudicado se descontarmos o vermelho directo que o Bruno Alves mais uma vez merecia pelo que fez ao jogador do Trofense, mesmo estando este deitado por terra!
 
Este é o verdadeiro troféu do clube de Miguel Sousa Tavares!
 
Enquanto isso, prejudica-se o Benfica, adversário directo na corrida, para lhe retirar quaisquer ilusões de conquistar aquilo que já está antecipadamente determinado.
Em seis notas negativas aos árbitros, cinco delas foram atribuídas a árbitros que arbitraram jogos do Benfica.
E só num desses jogos se pode dizer que o Benfica não foi escandalosamente prejudicado e escamoteado, sempre em dois pontos. Foi no jogo Benfica-Braga.
 
 
MST devia era preocupar-se com esta suspeição que grassa há vários anos no viciado futebol nacional. Suspeição já comprovada na fruta, nas viagens de férias, nos quinhentinhos, nos convites aos árbitros para tomar cafés em casa do presidente, nas vésperas do jogo, e no recado do manda quem pode e obedece quem tem juízo.
 
Suspeição já em ínfima parte condenada na justiça desportiva!
 
Em lições de dignidade e ética desportiva, nem MST, nem, muito menos, qualquer dirigente do FCP, estão à altura de dar lições aos dirigentes e treinadores do Benfica!

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