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Mar 09
publicado por hoogavermelho, às 16:58link do post | comentar

 

1. O angelical fingimento de Queiróz
 
«…nos últimos 15 anos, o futebol português foi tomado de assalto…»
«…estive 15 anos fora do País e, quando regresso, não vejo um futebol de soluções: vejo um futebol de problemas…»
«…onde estão Mário Wilson, José Augusto, Simões, Calisto, Vítor Oliveira. Alves, Nené, Jordão, Chalana…»
«…todos falam de futebol menos os homens do futebol…»
 
Queiroz ganhou, como treinador, os únicos campeonatos do Mundo que Portugal possui em futebol. O primeiro, há 20 anos, o segundo, dois anos depois.
Pouco tempo após, treinou a selecção principal … e foi despedido! Treinou o Sporting … e foi despedido!
Abalou de cá para fora! Havia deixado, em devido tempo, uma jura: “selecção, com quem por lá mora, nunca mais”!
Carlos Queiroz já sabia muito bem quem é que, nessa altura, tinha tomado de assalto o futebol português! Quando agora regressou, encontrou os mesmos que o assaltaram! Madaíl à cabeça, não como mandante, bem entendido, mas como pau mandado! Nada mudou desde então!
Bem, houve uma pequena excepção:
“o clube, e respectivo presidente, que tomaram de assalto o futebol português foram há pouco tempo condenados por tentativa (sabe o que é um eufemismo, com certeza, senhor Queiroz!) de corrupção”.
 
Se é, pelo menos, tão ingénuo como parece pretender que nós sejamos, desculpa-se-lhe essa ingenuidade de pensar que agora a coisa estava diferente!
 
Queiroz também sabe que não foi preciso chegar a tanto, caçadeiras seria demasiado perigoso! Bastam uns murros, uns sopapos bem mandados e uns pontapés de biqueira afiada! E os danos não se ficaram por muito longe! Que o diga um tal Bexiga, salvo erro, vereador da Câmara de Valongo!
E olhe que ainda hoje não se conseguiu saber quem fez tal treinamento no corpo do vereador!
Também já toda a gente sabe que, quem podia – e até devia – descobrir, não deve ter muito interesse em saber! Pois se nem sequer descobriram quem avisou o condenado para fugir, antes que fosse detido!
 
Queiroz também não precisa de tentar fingir. Sabe bem que o assalto ao futebol português se deu ainda com a imposição de jornaleiros e outros escrevinhadores, comentistas, gente avençada pelo servilismo para resguardar o tacho. E gente da casa, muita gente da casa! E pela reverência cerimoniosa de rádios, jornais e tv.s para poder assistir, por exemplo, a conferências de imprensa que não começavam sem que a vassalagem fosse devidamente veniada!
 
Também é feio fingir não saber de férias de árbitros cujas facturas foram parar, (enganosamente, disse-se), a contabilidades indiscretas, fingir não saber de quinhentinhos, de fruta, convites para tomar café com árbitros em vésperas de jogo, de envelopes recheados, não se sabe se lacrados ou não, de avisos e ameaças!...
Não diga, senhor Queiroz, que nunca ouviu falar no conteúdo de escutas telefónicas!
O quê?!!! Só ouviu dizer que tentaram anulá-las de todos os modos e feitios porque os palradores não autorizaram a escuta da sua palrice?!!!
 
Valha-o Deus! Imaginar que podiam aparecer na televisão portuguesa actual, falando de futebol, a grande maioria daqueles que enunciou!
 
2.MST e o confusicionismo
O jornal “A Bola” informa-nos que, afinal, foi o caso do envelope aquele que foi decisivo para a condenação desportiva dos corruptos e batoteiros. Não o caso da fruta como pretende MST.
Bem, mas esta confusão de MST não surpreende ninguém, claro está!
No resto, o seu escrito de hoje continua ao nível a que os leitores de “A Bola” estão habituados: fala do que não percebe, confunde-se amiúde, manipula os factos a jeito, mistifica a história, rumina rancor contra os que ousaram, não só cá, mas por essa Europa fora, macular o clube e o impoluto presidente, condenados por tentarem corromper a verdade desportiva.
MST não admite que o sacrossantismo azulado seja manchado por um apito, ainda por cima dourado e não marfinoso!
 
Destacam-se pequenas coisas, sem valor, como é óbvio, mas que também entram de caras no rol do anedotário da personagem. Comece-se por este comiserativo parafraseado, uma colérica repostada a Ribeiro Teles:
«…já repararam que nunca é o FCP a lançar polémicas prévias e a excitar os ânimos antes dos grandes jogos?...»
MST, quando e se acerta, acerta o óbvio!
Claro que não! O FCP faz tudo pela calada, assim como uma espécie de cebola, dizem que imitante de jogador de futebol! Dá e foge! Quando apunhala, é pelas costas! Depois, faz o papel de angélica virgem ofendida!
 
MST também nunca mais perdoará a Platini, porque este teve a ousadia de chamar batoteiro ao seu clube e de dizer que não queria batoteiros nas provas organizadas pelo organismo de que é presidente. De tontices para cima, ninguém livra Platini!
Isto é, Platini disse a verdade ao mundo e MST ficou apopléctico!
Imagine-se agora como estará, ao ver o (seu) papa com os fundilhos sentados no mocho destinado aos réus!
O que lhe pode trazer algum alívio é que o mocho actual até já tem encosto!...

Reconheço que não aprecio Carlos Queirós. Considero que com a sua chegada, a selecção tansformou-se novamente na feira de vaidade de jogadores e os jogos de influência de empresários e presidentes de clubes recomeçaram. Quem fica a perder é o espírito de grupo que Scolari implementou. E esse estado de alma trespassa para os adeptos, que se afastam cada vez mais.
Quanto a MST, nada a acrescentar.
Saudações Benfiquistas
Alexandre Miguel
am a 3 de Março de 2009 às 19:01

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